segunda-feira, 27 de setembro de 2010
PR. RAUL REPRESENTARÁ A PARAÍBA EM GOIÁS
sábado, 4 de setembro de 2010
UM MONSTRO DESTRUIDOR...

Pr. Raul Marques
A expressão “mundo moderno” tem um peso distinto hoje, não obstante o seu conceito implícito em todas as épocas da vida humana na terra. Quando o homem caiu e fugiu da presença de Deus, os dias que se seguiram foram sempre angustiantes, e cada época trazia consigo a sensação de que a anterior teria sido mais amena. Por isso mesmo é que ouvimos tanto hoje as pessoas afirmarem: “Ah! Tempos bons aqueles que passaram... A gente era feliz e não sabia...”. A ilusão é estampada porque só conseguimos mensurar com exatidão as dores presentes; aquelas que foram sofridas anteriormente já foram suplantadas, embora nunca sejam esquecidas. São as marcas das experiências vividas.
Pois bem, ouvimos repetidas vezes as pessoas culpando “a vida moderna”, “o tempo presente” ou “o mundo contemporâneo”, como o grande causador das mazelas da alma e dos sofrimentos que principiam no recôndito do nosso ser.
Jesus Cristo deixou explicada toda essa situação ao ensinar-nos: “o que contamina o homem não é o que entra na boca, mas, o que sai da boca, isso é o que contamina o homem. O que sai da boca procede do coração; porque do coração procedem aos maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias...”. Mt 15.17-19.
Desde que o homem desertou de Deus ele sofre as doenças da alma: melancolia, tristeza, solidão, angústia, e agora, tudo isso junto se reveste como marca dos “tempos modernos”, com o nome de Depressão. Lamentavelmente este monstro destruidor está mostrando sua face, unhas e dentes com mais ímpeto e voracidade nesta era em que estamos completamente massificados pela distorção da fé e pela miopia espiritual.
A Campanha de Missões 2010, da Junta de Missões Nacionais, da Convenção Batista Brasileira, trouxe à baila um tema relevante e inadiável, revelado no desejo de fazer a pátria brasileira voltar os olhos para Cristo: “Por um Brasil verdadeiramente feliz”. Na fundamentação da Campanha 2010 descreve-se o seguinte: “A depressão, vazio da alma e outras definições são sensações que afetam todas as idades e classes sociais. A sociedade pós-moderna, mergulhada em sua melancolia, vê-se refém da indisposição, inclusive, para hábitos antes prazerosos. Essa frieza pela vida tem suas conseqüências. Parte delas são estampadas nas páginas de jornais e revistas, mas o que se prevê para as próximas décadas são efeitos cada vez mais alarmantes da falta de perspectiva de vida.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em estudo encomendado pela Federação Mundial para a Saúde Mental, estima-se que 121 milhões de pessoas (mais que a população do México, em termos comparativos) sofram com a depressão em todo o mundo. No Brasil, são 17 milhões que enfrentam a doença, nem sempre fácil de ser diagnosticada. Ainda segundo a OMS, 75% dos entrevistados no País nunca receberam um tratamento adequado.
A depressão não diagnosticada e, portanto, não tratada, abarca o suicídio. Pelo menos é o que afirmam especialistas: 70% dos suicídios ocorrem em decorrência de uma fase depressiva. Nos últimos anos, a taxa das pessoas que tiraram a própria vida aumentou 56,9%, sendo aproximadamente 2 mil o número de jovens que tentaram suicídio. Outras mazelas sociais, como o uso de drogas, seguem a lógica da infelicidade. Não são poucos os casos de pessoas que buscam satisfação nos entorpecentes. O Ministério da Saúde estima que existam hoje 600 mil usuários de crack e tenta, em medida desesperada, dobrar o número de leitos dos hospitais gerais a fim de receber dependentes químicos. A medida faz parte do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas, lançado em maio desse ano.
Os fatos revelam que o Brasil precisa encontrar a felicidade, mas sabemos que só há um caminho. Esse norte, que levará a Pátria aos mananciais de águas tranqüilas, precisa ser apresentado com urgência a fim de que cânticos de júbilos surjam nos lábios de nosso povo. POR UM BRASIL VERDADEIRAMENTE FELIZ é mais que um tema de campanha. A frase lança um olhar sincero aos brasileiros e constata o clima de tensão em cada homem, mulher e criança. Ela também é o complemento de uma ação (faço isso por aquilo) e por isso não se sustenta sozinha. Não se sustentará sem antes nos engajarmos na missão, gerando atitudes que resultem em libertação, restauração e a chegada do ano aceitável do Senhor. Esse é o nosso desafio. Você estará conosco?”. As pessoas precisam de tratamento; elas estão doentes, mas, uma coisa precisa ficar muito clara: não pode haver maior remédio que o amor de Deus; por isso mesmo Ele nos enviou Jesus, que afirmou: "O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor." Lucas 4.18,19.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
OU ISTO, OU AQUILO...
Pr. Raul MarquesVocê já percebeu como é difícil a convivência com pessoas contraditórias; pessoas que não têm firmeza de personalidade? Uma hora são quietas, outra hora, espalhafatosas; um dia são sensatas, outro dia cruéis; por vezes são sinceras, depois se mostram camufladas, etc. O equilíbrio moral é uma das expressões marcantes dos que se envolvem com Jesus, e chegam a assumir uma postura digna, coerente e imutável adquirida dele.
Quando alguém se converte a Cristo começa instantaneamente a receber todas as virtudes dele. Quando alguém está em Cristo, dizem as Escrituras, é nova criatura, as coisas velhas já passaram, e eis que todas se fizeram novas (II Cor 5.17). A identidade do homem perante Deus tem apenas dois aspectos: ou ela é perfeita, ou ela é distorcida. É perfeita, quando reflete a imagem de Cristo; é distorcida quando revela a face do pecado.
Por isso podemos perfeitamente inquirir: como pode um cristão viver praticando o mal? Se é cristão, não pode haver nele sinais da presença do mal; se, no entanto, ele é do mal, não podemos encontrar nele bem algum, pois, de acordo com Tiago, “porventura deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e amargosa?”. Os sinais mais evidentes na vida de quem já recebeu a Cristo, estão descritos pelo Espírito de Deus através de Paulo, na Carta aos Gálatas 5.19-25: “Ora as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam. Mas, o fruto do Espírito, é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra essas coisas não há lei. E os que são de Cristo crucificaram a carne, com suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito”.
É óbvio, portanto, que se somos de Cristo, “devemos andar como Ele andou”. Não é normal ver alguém que diz estar tão próximo de Jesus, com atitudes que nada podem lembrá-lo. É natural que os filhos se pareçam com o Pai, no entanto, ainda que a Bíblia nos ensine que em Cristo fomos feitos filhos de Deus, é possível ver alguns que expressam este fato com palavras, nada, porém com atitudes. Isto é a banalização do Cristianismo. É a coisificação da fé e a negação do Cristo ressurreto. Decida-se: ou isto, ou aquilo!
sábado, 21 de agosto de 2010
COINCIDÊNCIAS OU PROVIDÊNCIAS?
Pr. Raul MarquesNo livro do Êxodo encontramos preciosidades históricas que deixam claras as marcas da presença de Deus na vida humana, como em toda a extensão da Bíblia, comprovando que encontros e desencontros não são registros de coincidências aleatórias, senão de providências que cumprem os Seus propósitos. Um deles é este: não nos parece muita coincidência o fato de a filha de faraó estar presente no exato instante em que Moisés, que estava sendo trazido pelas águas, dentro de um cesto, colocado por sua mãe que ansiava livrá-lo da morte determinada a todos recém nascidos hebreus? Se o detalhe fosse apenas este certamente suscitaria a mera coincidência, entretanto, há mais para ser visto e analisado. Como filha de faraó, a moça sabia da ordem severa e dramática do pai ao decretar o infanticídio. Ocorre que Deus, como Senhor da história, dos homens e de tudo o que existe, já havia quebrantado o coração e despertado a índole maternal daquela jovem, de modo que ela não apenas acolhesse a criança abandonada no cesto, mas também procurasse entre as hebréias alguma mulher que lhe servisse de ama para proteger aquele menino a quem ela acolheu. A outra imediata providência foi tornar coincidente o fato de que a mulher hebréia escolhida seria exatamente a própria mãe biológica de Moisés. Estes são apenas detalhes da ação soberana de Deus.
Mas, e conosco, essas providências também se dão? Neste final de semana que passou fui confrontado com algumas situações interessantes que me levaram a agradecer ainda mais a Deus pelos seus atos de providência com relação às capacitações pastorais que Ele me tem confiado. Primeiro, ao ser convidado para proferir palestra sobre Educação e Família numa Escola do município, deparei-me, ao final do nosso encontro, com uma professora que mesmo não fazendo parte da membresia de qualquer igreja evangélica, quebra o silêncio reinante no final da palestra, e pede: “Pastor, você poderia cantar o hino “Corajosos”, esta era a canção que mais ouvia de meu pai quando eu era ainda uma menina, e numa mais esqueci!”. A minha esposa, Aloísia, foi até o carro e me trouxe o hinário, e cantamos juntos para alegria de todos, que repetiram o refrão com facilidade.
No dia seguinte, fomos a outra comunidade para também conversarmos sobre a Paternidade, e, ao final, uma mãe se dirigiu a mim como o seu filho de mais ou menos 5 anos, e me disse: “Pastor, o meu filho nunca foi a nenhuma igreja evangélica, mas ele sempre diz que tem vontade de ser crente”. Eu abracei aquele garotinho e lhe prometi presentear com uma Bíblia. Hoje, ao chegar numa panificadora, fui chamado por uma senhora educada e risonha que acabara de entrar, e de pronto ela me disse: “O senhor é o Pr. Raul? Eu disse: “Sim!”. Então ela acrescentou: “O pastor fulano de tal pediu-me que eu entrasse em contato com o senhor, já que ele reside em outro Estado, para convidá-lo a assumir um trabalho que está em andamento na cidade tal...”. No final da conversa ela disse aliviada: “Ai, graças a Deus eu encontrei o senhor!”. Quando Deus tem um propósito a ser realizado através das nossas vidas, Ele nos guarda e livra. Se Deus tem algo a realizar através da sua vida, Ele lhe guardará e livrará até que seja cumprida a missão por Ele determinada. “Ele é a Rocha cuja obra é perfeita, porque todos os seus caminhos juízo são; Deus é a verdade, e não há nele injustiça; justo e reto é” Deuteronômio 32:4. Prefiro acreditar que em todos esses casos Deus está falando comigo através da Sua Providência, apesar de tantos sinais de coincidência. A Ele a glória!
quinta-feira, 29 de julho de 2010
PARA QUEM ESTÁ PERDENDO A ALEGRIA DE VIVER
Pr. Raul MarquesHá uma desesperança grassando com tanta força no seio da humanidade que é quase impossível não percebê-la no olhar distante e desolado de cada pessoa. Por isso encontramos tanta gente ferida, desiludida, angustiada e sem perspectivas e sonhos. Conversando com muitas pessoas descobrimos que mais que coisas, que posses, que dinheiro, que status, que beleza física, nós carecemos mesmo é de Deus. Não de um deus de ficção, mas do DEUS real. No desespero deste estado de amargura muita gente tem enveredado por caminhos que aparentemente levam a Deus, no entanto, comprovam inexoravelmente que o deus que eles buscam não é o mesmo Deus anunciado por Jesus. Aliás, contra isso a Bíblia adverte: “o mundo jaz no maligno”; ele é o deus deste século.
É perfeitamente possível mudar todo esse estado de miséria da alma. É necessário, porém, que renovemos em primeiro lugar a nossa mente, não do modo como desejamos que venha a ser, mas do modo como o Espírito de Deus planejou. Através do apóstolo Paulo Ele nos diz: “Rogo-vos, pois, irmãos, que apresenteis os vossos corpos como sacrifício santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional; e não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.1-2). Se aceitarmos que os planos de Deus são mais elevados que os nossos, as nossas chances de vitória serão infinitas.
A fé nos eleva da letargia às ações concretas; do desfalecimento ao bom ânimo; do recrudescimento à ponderação; da morte à vida. Essas certezas se baseiam nas palavras do Senhor Jesus, que afirmou: “Todo aquele que crê em mim, ainda que esteja morto viverá”. Baseiam-se na força do Deus real, presente para todos os que o buscam. Baseiam-se na força daquele que dá alívio ao cansado; que socorre ao aflito; e que salva o perdido.
Em Ezequiel 37 encontramos a resposta para a nossa pergunta mais desesperada nos momentos de dor: “O que pode Deus fazer por mim?”. Ele pode fazer acontecer conosco o mesmo que ocorreu às milhares de pessoas no vale de ossos secos... Se você crê nisso, então “levanta do teu leito e anda!”. Se você pensa que todas as chances já se esgotaram, está enganado; Deus é capaz de nos surpreender dando-nos muito mais do que pedimos ou pensamos. Se está cansado dos “amigos” deste mundo, torne-se AMIGO DE JESUS. Veja do que Ele é capaz por você. Foi Ele mesmo quem afirmou: “Ninguém tem maior amor que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando” (João 15.13-14). Vamos, enxugue as lágrimas! É hora de recomeçar: segura na mão de Deus, e vai!