terça-feira, 19 de abril de 2016

DEIXANDO DE SER "GABRIELAS"


 
 Pr. Raul Marques


             Na canção popular Modinha para Gabriela, o autor afirma: “Eu nasci assim, eu cresci assim, e sou mesmo assim, vou ser sempre assim: Gabriela, sempre Gabriela!”. Esta é a chamada Síndrome da Dureza Comportamental; isto é, este é o formato da personalidade ou do caráter que se concebe imutável. Não são poucas as pessoas que se incluem neste drama existencial; que não aceitam orientação ou ajuda que lhes propiciem mudanças de atitudes, de ações e de alternativas para serem seres melhores, mais serenos, mais tranquilos, mais flexíveis e que, se aceitando assim, acolham também os outros com maior leveza, sensibilidade e amor.

Ninguém está pré-ordenado a ser sempre o que foi; não há um determinismo clínico ou espiritual, social ou existencial que encaixe as pessoas em sistemas que jamais possam ser alterados. Na Bíblia, por exemplo, o apóstolo Paulo afirma que para alguém provar “qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.1-2), é preciso que haja uma transformação do entendimento, não aceitando simplesmente as coisas deste mundo como situações da predestinação dos seres humanos.

O mesmo Paulo afirma que o homem “deve examinar-se a si mesmo”(I Cor 11.28); este é um estágio de compreensão pessoal para que as mudanças ocorram. Ele parte do princípio de que, como cristãos, por exemplo, não podemos e não devemos ser como fomos: “aquele, pois, que está em Cristo, é nova criatura; as coisas velhas se passaram, eis que todas se fizeram novas” (II Cor. 5.17). Por que, então, somos tão teimosos e aceitamos com despreparo o dilema daqueles que, por não temerem a Deus, insistem em viver como Gabrielas? Será que é verdade que, se nascemos assim temos que morrer assim? É óbvio que não!

Precisamos, portanto, começar a mudar as atitudes! Não fomos chamados para uma vida de “mesmismos”. Deus quer algo diferente de nós. A sociedade espera algo diferente de nós. A Igreja anseia por atitudes e ações diferentes em nós. Como diz a canção do grupo Logos: “A começar por mim, quebra corações...”. Mudar é preciso, é bom e nos faz melhores!


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QUANTAS VEZES JÁ NEGUEI A JESUS?


Pr. Raul Marques


Com atitudes estranhas e incompreensíveis todos nós ficamos admirados e surpresos, mas somente quando as vemos nos outros... Parece até que essas coisas nunca ocorrem conosco! Pois bem, foi pensando nisto que me veio imediatamente à memória a triste situação em que se envolveu o apóstolo Pedro com relação à negação da amizade tão estreita que ele tinha com Jesus Cristo. Pior do que a própria situação de Pedro é a situação daqueles que pensam estar imunes a essas tristezas de comportamentos inoportunos e injustificáveis. Pedro torna-se o arquétipo da contradição humana de amar e esquecer num piscar de olhos, quando nega publicamente que tinha conhecimento de quem era Jesus. Ele materializa toda a covardia humana diante da iminência do sofrimento honroso na defesa de causas tão nobres quanto aquelas que foram defendidas por Jesus, custando-lhe, inclusive, a própria vida.
Será que podemos nos excluir do rol daqueles que, como Pedro, traem a Jesus escandalosamente? Será que podemos agora parar por alguns instantes diante da inquietante arguição: “Quantas vezes já neguei a Jesus?”. Se formos bastante sinceros chegaremos a tristes conclusões...
Negamos a Jesus quando nos deparamos com a oportunidade de fazer o bem e não o fazemos. Negamos a Jesus quando temos a chance de ter uma família obediente a Deus e negligenciamos a experiência cristã dentro do nosso lar, deixando que o mundo dite as normas de nossa convivência no lar. Negamos a Jesus quando traímos os nossos irmãos ultrajando a igreja. Negamos a Jesus quando praticamos a nossa fé de maneira automática e superficial. Negamos a Jesus quando transparecemos tanto conhecimento religioso, mas vivemos tão vazios de humildade e simplicidade na fé. Não é que Pedro não gostasse de Jesus; ele simplesmente não foi capaz de demonstrar o seu amor na hora mais necessária. Será que estamos sendo recíprocos e leais com os nossos irmãos? Será que Jesus pode contar conosco? Que Deus tenha misericórdia de todos nós!






MANICÔMIOS...
Pr. Raul Marques

Há algum tempo ouvíamos freqüentemente a expressão “Este mundo virou uma imensa Babel!”. Era, talvez, o diagnóstico mais evidente de que estávamos todos perdendo a capacidade do diálogo e do entendimento entre os homens na terra. Tantas coisas já passaram... Vivemos um tempo cada vez mais técnico, mais utilitário e mais anacrônico! Nunca vivemos tanta frieza e desprezo uns pelos outros como temos observado agora... Somos hoje mais de 7 bilhões de seres humanos trancados em manicômios sociais que são denominados estranhamente de Shoppings, Universidades, Estádios, Empresas, Igrejas e Lares da modernidade. Vivenciamos uma esquizofrenia social sem precedentes! 

                A mente e o coração da humanidade estão enfermos. A nossa espantosa forma de viver hoje me fez lembrar um episódio temerário que eu e minha esposa experimentamos em um dos edifícios mais altos do Rio de Janeiro, quando ficamos trancados por alguns infinitos minutos dentro de elevador onde estavam, mais ou menos, umas 15 pessoas. De repente houve uma interrupção de energia elétrica e a máquina parou entre dois andares: o vigésimo primeiro e o vigésimo segundo. Passados alguns poucos minutos, as pessoas começaram a olhar umas para as outras com espanto e estranheza. Ninguém queria ficar perto de ninguém porque parecia que cada um tomava para si o oxigênio do outro... A coisa foi ficando dramática até que, de repente alguém do Corpo de Bombeiros gritou para que ficássemos tranquilos  pois eles estavam providenciando a nossa descida mecanicamente pela brecha que abririam entre um e outro andares. Vejo muita semelhança deste fato com a nossa maneira moderna (?) de viver. Ninguém visualiza o coletivo antes do particular. Estamos juntos, porém, estranhamente distantes. A árvore que dá sombra e que dá frutos agora tem dono. Dizemos viver em sociedade, mas o que importa mesmo é “cada um no seu quadrado”, mesmo que nada façamos para que todos tenham o “seu quadrado”.

Vivi recentemente algumas experiências que embasam tristemente esta realidade. Conheci uma jovem de 23 anos, com 3 filhos, acometida de 6 cânceres, que de tanto pavor da morte deixou de depender de 4 doses diárias e controladas de morfina para alívio de suas dores, para tornar-se dependente de mais 50 doses diárias, adquiridas ilicitamente, com traficantes de medicamentos. Conheci um jovem de 25 anos que se tornou dependente químico dentro de um quartel militar. Tomei ciência de que um irmão voltou à lama das drogas e sua família foi desprezada como se não houvesse mais chances de tratamento e do exercício da misericórdia. Vejo pessoas que antes eram ovacionadas, agora escandalosamente expostas ao ridículo, sem o menor arrepio na moral. 

Estamos todos dentro de um grande manicômio social! Nunca tivemos tantas pessoas doentes da alma como agora. Nunca se viveu no mundo sob tanta desconfiança e suspeita. A espiritualidade nunca pareceu-nos tão inútil sob tantas regras esdrúxulas e extemporâneas. No entanto, a despeito de todo este caos, a solução está nos ensinos de Jesus, resumidos nesta porção: “Disse-lhes Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas” Mateus 22.37-40. Que o Senhor tenha misericórdia de nós! 

terça-feira, 5 de abril de 2016

CENAS DOS PRÓXIMOS CAPÍTULOS...
Pr. Raul Marques

D
esde que nascemos neste mundo Deus nos concede a graça das oportunidades. É certo que não escolhemos a família em que nascemos, não decidimos sobre o lugar onde haveremos de nascer, mas, uma coisa é certa: sendo Ele, Deus, as escolhas que fez foram as mais acertadas. A nós, no entanto, Ele nos dá outras opções de escolhas: que amigos teremos? Em que lugares andaremos? Quais serão as nossas companhias? Devemos crer ou não no que Ele ensinou? Enfim, temos a oportunidade de dar curso à nossa história de vida, escrevendo as cenas dos próximos capítulos...
A nossa história pode ser escrita de maneiras as mais distintas. O viés que escolhermos será determinante no final da contas... Muitos são fatalistas, deterministas, fundamentalistas, e creem que nada mais há que se fazer, pois Deus já escreveu como seriam todas as coisas, inclusive a nossa história. Mas, afinal de contas, Deus criou homens ou robôs? Criou seres com sensibilidade, sentimento e poder de volição ou, simplesmente autômatos que seguem um script que não pode mais ser mudado? Então, para que servem as orações e as intercessões? Então, que responsabilidade tem o homem sobre os seus próprios atos? De que crime ele pode ser culpado se não pode decidir nada sobre os seus atos?
Bom, dito isto, quero lembrar-lhes que estamos próximos de mais um ano em nossas vidas, e este é um novo tempo dado por Deus para que saibamos continuar escrevendo a nossa história a partir das tintas que Ele mesmo nos tem presenteado. Não adianta lamentar o dia de ontem, pois ele é página virada. Não se pode trazer o passado de volta. Tão pouco se pode antecipar o futuro. A vida pulsa agora.
Deus está nos presenteando com mais uma chance de fazer as coisas acontecerem de forma diferente. A paz com que tanto sonhamos não começa na Faixa de Gaza; começa em mim! Os erros que cometemos no passado não devemos mais repeti-los. Os nossos acertos devem servir de exemplos a serem aperfeiçoados.
Mais um ano está chegando ao fim... Quando olho para trás vejo apenas o que deveria ter feito diferente para que nada desse errado. Agora eu posso fazer tudo, menos tropeçar na mesma pedra! Quantas lágrimas chorei e que me valeram muito a pena? Mas, quantas vezes eu tive que chorar amarga e inutilmente? Quantas alegrias me trouxeram até este momento? Quantas pessoas se tornaram definitivamente importantes na minha história? Para quantas outras eu precisei pedir forças a Deus para não odiá-las? Essas dores nos fazem mais maduros e mais inteligentes para futuras escolhas.
Eu desejo aproveitar melhor os espaços e as oportunidades que Deus me tem reservado, de modo que eu não tenha que culpar ninguém, nem a mim mesmo, pois quero viver a intensidade de um dia de cada vez, tendo assimilado muito mais profundamente o que nos ensinou o nosso Salvador, Jesus Cristo: “Portanto, não andeis ansiosos pelo dia de amanhã, pois o amanhã se preocupará consigo mesmo. Basta a cada dia o seu próprio mal” Mateus 6.34.     

sábado, 2 de abril de 2016

UM MONSTRO DESTRUIDOR...

Pr. Raul Marques

A expressão “mundo moderno” tem um peso distinto hoje, não obstante o seu conceito implícito em todas as épocas da vida humana na terra. Quando o homem caiu e fugiu da presença de Deus, os dias que se seguiram foram sempre angustiantes, e cada época trazia consigo a sensação de que a anterior teria sido mais amena. Por isso mesmo é que ouvimos tanto hoje as pessoas afirmarem: “Ah! Tempos bons aqueles que passaram... A gente era feliz e não sabia...”. A ilusão é estampada porque só conseguimos mensurar com exatidão as dores presentes; aquelas que foram sofridas anteriormente já foram suplantadas, embora nunca sejam esquecidas. São as marcas das experiências vividas.
Pois bem, ouvimos repetidas vezes as pessoas culpando “a vida moderna”, “o tempo presente” ou “o mundo contemporâneo”, como o grande causador das mazelas da alma e dos sofrimentos que principiam no recôndito do nosso ser.
Jesus Cristo deixou explicada toda essa situação ao ensinar-nos: “o que contamina o homem não é o que entra na boca, mas, o que sai da boca, isso é o que contamina o homem. O que sai da boca procede do coração; porque do coração procedem aos maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias...”. Mt 15.17-19.
Desde que o homem desertou de Deus ele sofre as doenças da alma: melancolia, tristeza, solidão, angústia, e agora, tudo isso junto se reveste como marca dos “tempos modernos”, com o nome de Depressão. Lamentavelmente este monstro destruidor está mostrando sua face, unhas e dentes com mais ímpeto e voracidade nesta era em que estamos completamente massificados pela distorção da fé e pela miopia espiritual.
A Campanha de Missões 2010, da Junta de Missões Nacionais, da Convenção Batista Brasileira, trouxe à baila um tema relevante e inadiável, revelado no desejo de fazer a pátria brasileira voltar os olhos para Cristo: “Por um Brasil verdadeiramente feliz”. Na fundamentação da Campanha 2010 descreve-se o seguinte: “A depressão, vazio da alma e outras definições são sensações que afetam todas as idades e classes sociais. A sociedade pós-moderna, mergulhada em sua melancolia, vê-se refém da indisposição, inclusive, para hábitos antes prazerosos. Essa frieza pela vida tem suas conseqüências. Parte delas são estampadas nas páginas de jornais e revistas, mas o que se prevê para as próximas décadas são efeitos cada vez mais alarmantes da falta de perspectiva de vida.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em estudo encomendado pela Federação Mundial para a Saúde Mental, estima-se que 121 milhões de pessoas (mais que a população do México, em termos comparativos) sofram com a depressão em todo o mundo. No Brasil, são 17 milhões que enfrentam a doença, nem sempre fácil de ser diagnosticada. Ainda segundo a OMS, 75% dos entrevistados no País nunca receberam um tratamento adequado.
A depressão não diagnosticada e, portanto, não tratada, abarca o suicídio. Pelo menos é o que afirmam especialistas: 70% dos suicídios ocorrem em decorrência de uma fase depressiva. Nos últimos anos, a taxa das pessoas que tiraram a própria vida aumentou 56,9%, sendo aproximadamente 2 mil o número de jovens que tentaram suicídio. Outras mazelas sociais, como o uso de drogas, seguem a lógica da infelicidade. Não são poucos os casos de pessoas que buscam satisfação nos entorpecentes. O Ministério da Saúde estima que existam hoje 600 mil usuários de crack e tenta, em medida desesperada, dobrar o número de leitos dos hospitais gerais a fim de receber dependentes químicos. A medida faz parte do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas, lançado em maio desse ano.
Os fatos revelam que o Brasil precisa encontrar a felicidade, mas sabemos que só há um caminho. Esse norte, que levará a Pátria aos mananciais de águas tranqüilas, precisa ser apresentado com urgência a fim de que cânticos de júbilos surjam nos lábios de nosso povo. POR UM BRASIL VERDADEIRAMENTE FELIZ é mais que um tema de campanha. A frase lança um olhar sincero aos brasileiros e constata o clima de tensão em cada homem, mulher e criança. Ela também é o complemento de uma ação (faço isso por aquilo) e por isso não se sustenta sozinha. Não se sustentará sem antes nos engajarmos na missão, gerando atitudes que resultem em libertação, restauração e a chegada do ano aceitável do Senhor. Esse é o nosso desafio. Você estará conosco?”. 
As pessoas precisam de tratamento; elas estão doentes, mas, uma coisa precisa ficar muito clara: não pode haver maior remédio que o amor de Deus; por isso mesmo Ele nos enviou Jesus, que afirmou: "O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor." Lucas 4.18,19.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

O PODER INEXPLICÁVEL DA FÉ...

Pr. Raul Marques

Todos os dias encontramos pessoas cheias de problemas. Umas, lutando com todas as suas forças; outras, porém, já entregando os pontos; ou, como diriam os adeptos do futebol: “pendurando as chuteiras”. A toda hora é possível ver alguém com cara de vencido; com aspecto de quem acabou de ver fantasmas. Esse é o drama do homem. Ou, como diria Belchior: “a divina comédia humana, onde nada é eterno”. Menos mal é saber que esse mal pode não ser eterno; é uma questão de ponto de vista, ou melhor, é uma questão de visão eminentemente espiritual.
Que todos sofrem, é certo, senão Jesus não teria explicitado ao afirmar: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo!” (João 16.33). Não obstante todo esse dilema humano, toda essa paranóia de sofrimento, tribulação, transgressão, pecado e morte como conseqüência, temos uma porta aberta para saída de qualquer dessas situações limítrofes: a fé! Quero levá-lo a pensar comigo numa das maiores esperanças que o Senhor Jesus veio trazer ao drama do homem. Certa vez, em meio a uma situação dramática e de comoção, Ele afirmou: “Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá!”. Não pode haver maior esperança do que essa! A morte é a cessação das oportunidades; mas, para o homem, não para Deus. Com base nessa afirmação de Jesus quero levá-lo a perceber pelos olhos da fé as soluções para as suas agruras e inquietações. Quero fazê-lo entender que nem tudo está perdido; que “para aquele que está na companhia dos vivos há esperança” (Eclesiastes 9.4), e que se houver verdadeiramente fé genuína o milagre ocorrerá, pois o próprio Jesus empenhou a sua palavra afirmando: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque, todo aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate se abre” (Mateus 7.7-8).
Ora, se Jesus afirma que aquele que nele crê ainda que esteja morto viverá, então, por mais perto que alguém esteja do fracasso ou do fundo do poço, não deve entregar os pontos... Deve, isto sim, clamar ao Deus do impossível, do mesmo modo como fervorosamente fez o cego Bartimeu: “Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim!”, e assim, agindo unicamente movido pela fé inabalável, receba de Deus o socorro bem presente na hora da angústia. Muita gente está vencendo a incredulidade abraçando o Evangelho de Jesus Cristo, pois, vive na certeza de que “ainda que esteja morto, viverá!”. Os resultados da fé às vezes não podem ser explicados, mas, todos eles podem ser sentidos. Que Deus tenha misericórdia de todos nós!

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É PRECISO MORRER!
Pr. Raul Marques


L
endo recentemente um artigo do Pr. Ricardo Gondim (O dilema de recuar ou  prosseguir) relatando a sua via crucis na busca de um chão menos movediço no terreno religioso, deparei-me com este comentário de um dos seus leitores, que me levou a pensar... Afirmou o comentarista: Tá tudo tão confuso no meio religioso, que eu vou colocar um faixa no meu carro dizendo: não me siga que eu também estou perdido (Lima, 18 de Fev, às 08:26). A Bíblia ensina que "Todos se extraviaram e, juntamente, se fizeram inúteis e imundos; não há quem faça o bem" (Salmo 14:3; Romanos 3:12). Não seria também isto que o salmista e o escritor da Carta aos Romanos pretenderam dizer a muito tempo atrás?
Lendo John Piper encontramos o seguinte: Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” Romanos 3.23. O que significa “destituídos da glória de Deus”? Significa que nenhum de nós confiou e estimou a Deus da maneira que deveríamos. Nós não ficamos satisfeitos com a sua grandeza e não andamos em seus caminhos. Temos buscado nossa satisfação em outras coisas, e as tratamos como mais valiosas do que Deus, e isso é a essência da idolatria(Romanos 1:21-23). Desde que o pecado entrou no mundo todos nós temos sido profundamente resistentes a ter Deus como nosso tesouro todo-satisfatório(Efésios 2:3). Isto é uma ofensa terrível contra a grandeza de Deus (Jeremias 2:12-13).
Vivemos numa época em que os homens decidiram recriar a Torre de Babel. Não há nada de errado na construção de novas formulações e paradigmas, entretanto, não podemos continuar edificando construções cada vez mais altas em terrenos cada vez mais arenosos... Como o Pr. Ricardo outros milhares se questionam: “Porque nos colocaram dentro desta gaiola se o nosso anseio maior é voar?”. O pior é que esta gaiola fomos nós que a fizemos! Jesus Cristo, o Verbo de Deus que se fez carne, asseverou: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres!” (João 8.36).
Creio piamente que todos ansiamos a mesma coisa: Morrer! Mas, morrer para um novo nascimento, da água e do Espírito. Um nascer de cima para baixo. Um nascimento não do útero, como pensou Nicodemos, mas de Deus, como afirmou Jesus. Aliás, foi Ele mesmo que indicou este caminho: “Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto” (João 12.24).

Precisamos morrer para a mediocridade religiosa e renascer para uma espiritualidade sadia, ainda que pareça chocante aos olhos de muitos; ainda que pareça insensata aos quereres de outros. Jesus não se deteve diante das afrontas, dos xingamentos, dos censores e dos acusadores de plantão; Ele tão somente seguiu os planos do Pai. Espelhado nisto, o Espírito Santo inspirou a Carta aos Romanos, particularmente no capítulo 12 e versos 1 e 2: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”.

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PRA PENSAR, REFLETIR E LEVAR A SÉRIO!

sábado, 6 de fevereiro de 2016

PRA PENSAR, REFLETIR E LEVAR À SÉRIO!