segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

NO ESCONDERIJO DO ALTÍSSIMO


Vivemos hoje a era da informação, da informática e tecnologia. Dada a magnitude da degradação humana: a violência de todos os gêneros, a corrupção de todas as formas; das riquezas divididas entre poucos e da miséria multiplicada para muitos, torna-se cada vez mais difícil – quase impossível – que alguém consiga esconder-se em qualquer lugar da terra a fim de vagar impunemente, não pagando pelas atrocidades que haja cometido. Por outro lado, em virtude desta mesma era muitos se introduzem na mídia sob qualquer pretexto, de modo que possam ganhar visibilidade, no mais das vezes com o preço da própria dignidade ou, quem sabe, da própria alma. Quem mais pode se esconder dos holofotes do mundo?

De acordo com a Palavra de Deus “há tempo para todo propósito debaixo do céu” (Ec 3). Há tempo em que precisamos de um esconderijo seguro onde possamos nos desviar dos olhares insidiosos, das críticas ácidas, das maldades planejadas, dos propósitos diabólicos, dos inimigos gratuitos, das calunias ardilosas e ações covardes e traiçoeiras. Graças a Deus há um lugar onde podemos descansar em paz e permanecer seguros: no esconderijo do Altíssimo!

Deus não nos dá acesso a este lugar para premiar-nos com a impunidade, mas para que possamos nos refazer das fraquezas adquiridas através das lutas renhidas desta vida; para que tenhamos tempo e condições de superar os nossos próprios limites pela força indescritível da Sua Graça. É lá, no esconderijo do Altíssimo, que vemos realmente quem somos; é lá que tomamos consciência de que nada e nem ninguém tem mais importância para nós que a presença do próprio Deus; é lá que esvaziamos o nosso ego e nos enchemos da plenitude do Espírito Santo; é lá onde as tempestades passam de largo; é lá onde jamais encontraremos quaisquer vírus do inferno; é lá onde somos encorajados a voltar à luta sem as armas humanas, fazendo uso exclusivamente das armas da fé.

O esconderijo do Altíssimo é o lugar da intimidade do crente com Deus através da oração, da comunhão e do prazer de amá-lo sobre todas as coisas. No Salmo 91 está escrito: “Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente, diz ao Senhor: Meu refúgio e meu baluarte, Deus meu, em quem confio!” (vs. 1 e 2). Este não é um lugar físico onde devemos ir esporadicamente, é, isto sim, um estado da alma que mesmo desesperada encontra alívio.

Certamente que aquele que habita este lugar não há de ser visto pela mídia, não pode ser encontrado pela tecnologia; longe disso, somente poderá ser achado por aqueles que estiverem vivendo o mesmo espírito de fé e de necessidade, certos de que lá: buscarão, e acharão; pedirão, e receberão; baterão, e as portas lhes serão abertas. Obrigado, Pai. Tu és fiel, Senhor!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

FELIZ ANO NOVO!



A todos que estiveram conosco durante esses anos, esperamos que o Senhor, Deus de todas as providências, tenha usado cada texto ou foto inspirando amor, amizade e esperança. Estivemos ausentes na atualização deste Blog por motivos que Deus, mais que qualquer um de nós, pode compreender. Há, segundo Ele mesmo, tempo para todo propósito debaixo do céu.

QUE TODOS SEJAM INFINITAMENTE FELIZES!

Pr. Raul e Família.

sábado, 25 de junho de 2011

RESTOU A FÉ...

Pr. Raul Marques

“Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé” II Tm 4.7

Uma das sensações mais gratificantes e tranquilizadoras na nossa vida é a do dever cumprido. Ainda que o cumprimento das nossas tarefas e obrigações tenha se constituído num fardo pesado para carregar, é compensador o fato de tê-lo feito conforme as nossas forças e com a dignidade daquilo em que acreditamos.

Quando o apóstolo Paulo escreveu a Segunda Epístola a Timóteo, mais especificamente no capítulo quatro, ele tinha em mente exatamente esta sensação agradável e libertadora de ter cumprido bem o seu papel. Ali ele não esconde as suas agruras, as suas dores e decepções; ele faz questão de citar nomes que o ajudaram e outros que o atropelaram, mas exalta, sobretudo, o fato de ter combatido com honestidade e dignidade, tendo finalmente, guardado o que mais é significativo: a fé. Creio ser esta uma das lições mais eloqüentes e cheias de propósitos para a vida de cada um de nós.

As decepções de que somos vítimas, as inquietações e os cuidados excessivos com as coisas deste mundo, as tribulações que tentam nos abater e obstruir o caminho da nossa intimidade com Deus, são como explosões atômicas cujos efeitos radioativos interferem por longos anos nas nossas atividades cotidianas, causando-nos uma série de contrariedades e disfunções. Entretanto, sabemos que nada disso é capaz de sobrepujar o poder de transformação que emana do Deus em que cremos e de quem recebemos a motivação para o enfrentamento das lutas. É em função disso a Palavra de Deus vaticina: “Se Deus é por nós, quem será contra nós” Romanos 8.31.

Como Paulo, agradeço a Deus por todos os que têm dedicado tempo de suas vidas em oração em nosso favor, em situações tão adversas; agradeço a Deus por todos os que têm compartilhado conosco lágrimas e sorrisos; que têm sentido conosco a dor e o refrigério; por aqueles que, como nós, não temeram os ventos e as tempestades, mas, ao contrário, junto conosco clamaram pelas misericórdias do Senhor e agora esperam com paciência o gozo da calmaria para continuarmos singrando os mares.

Foi com a experiência da vida que o apóstolo Paulo, inspirado por Deus, nos deixou o legado do seu testemunho: “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos” II Coríntios 48-9. Esta capacidade de sermos como a Águia, renovados, resulta na certeza de que a nossa fé não será, jamais, abalada. Por isso mesmo podemos afirmar, como Jó: “eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra” 19.25. É esta fé que nos alimenta a cada instante, dando-nos a certeza de que, contra tudo e contra todos, ainda assim aguardamos aquilo que não vemos. Esta mesma fé nos dá a certeza de que “em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou Romanos 8.37.

O dado mais relevante neste estado de coisas, tanto para Paulo quanto para qualquer um de nós, é a capacidade de sair na outra margem do rio, afirmando: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé”. Podemos até ter perdido muito e, infelizmente, ter perdido muitos... mas, restou-nos a fé!

sábado, 18 de junho de 2011

ONDE ESTÁ A MINHA CONFIANÇA?

Pr. Raul Marques

Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti.” Isaías 26:3

Em tempos difíceis eu nunca me esqueço do texto bíblico sobre a tentação de Jesus, em Mateus 4. De maneira estranha à capacidade humana de enfrentar as lutas, o homem Jesus enfrenta terríveis provações, não porque tenha errado contra si, contra Deus ou contra as outras pessoas, mas para tornar-se aprovado para uma missão suprema. O texto nos informa que “Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo”. Conosco não pode ser diferente; muitas vezes estamos enfrentando lutas e provações que não são necessariamente derivadas de pecados, mas, através da vontade permissiva de Deus, somos conduzidos a lugares áridos ou a situações vexatórias, de maneira que haja em nós a maturidade necessária para a nossa edificação pessoal e para testemunho a outras vidas que estão à nossa volta.

Não são poucos os exemplos encontrados na Bíblia sobre pessoas que mesmo tendo vivido sua dedicação extremada ao Senhor, passaram por momentos delicados e profundamente sofridos. Quero citar dois desses casos registrados no Novo Testamento. O primeiro ocorreu com João Batista; ele mesmo havia apontado Jesus às multidões como sendo o cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo (João 1.29); no entanto, vivendo em situação adversa e grandemente perigosa esqueceu completamente quem era Jesus, de tal modo que enviou seus auxiliares a inquirirem de dEle: És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro? (Lc 7.19). O segundo caso é de Pedro. Ele era extremamente impetuoso; era líder dos pescadores; vivia desafiando a bravura dos mares e as dificuldades de quem luta pela sobrevivência. Um dia, conheceu a Jesus e resolveu segui-lo por acreditar em seu estilo de vida e na sua mensagem. Entretanto, quando foi submetido às adversidades advindas da sua experiência com Deus, foi profundamente reticente e, amedrontado com a possibilidade de morrer junto com Jesus, acovardou-se e chegou ao ponto de negá-lo perante os seus algozes. Foi um fraco! Não obstante, Deus não está querendo nos mostrar nestes dois exemplos, a irresponsabilidade dos homens perante Deus; ao contrário, Ele está evidenciando o fato de que pessoas cheias de fé e de conhecimento espiritual podem vir a sucumbir diante das circunstâncias adversas da vida, porque são falhas, finitas e profundamente carentes da força que vem do alto.

Em meio às provações deste mundo é muito comum ouvirmos pessoas inquirirem de outras: Onde está a sua fé? Jesus tinha absoluta confiança no Pai, no entanto, não pôde evitar que a sua natureza humana falasse: Jesus começou entristecer-se e angustiar-se muito. E disse: minha alma está cheia de tristeza até à morte. Em seguida, completou: Meu Pai, se não for possível afastar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade (Mateus 26.37-38).

Uma coisa, porém, nunca podemos esquecer: Todas as coisas cooperam juntamente para o bem daqueles que amam a Deus; daqueles que são chamados segundo o seu propósito (Romanos 8.28). Esta verdade é atestada também pelo profeta Isaías: Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti (26.3). Força, irmã(o), você não está sozinha(o) neste barco em meio à tempestade; Jesus está do seu lado, e isto é suficiente!

terça-feira, 24 de maio de 2011

SE NÃO TIVER AMOR...

Pr. Raul Marques

A maior de todas as aspirações humanas é a felicidade, e como diria Moacir Franco: Felicidade começa com fé. A Bíblia nos ensina que “a fé não vem de vós, é dom de Deus” Efésios 2.8-9, e isso faz toda a diferença, pois, se felicidade começa com fé e ela não vem de nós, é fácil concluir que não pode haver felicidade fora de Deus. Todos nós conhecemos um monte de pessoas que vivem infelizes, que murmuram, que se lamentam, que são tristes, solitárias, introvertidas, ensimesmadas, que muito raramente cantam e que dificilmente esboçam um sorriso. São pessoas sem amor.

É até possível que a filantropia possa motivar alguém a fazer o bem, mas não será o bastante para trazer felicidade; isto, só o amor é capaz de produzir.

O apóstolo Paulo captou rapidamente esta mensagem depois da sua conversão ao Senhor Jesus. Exatamente ele que era zeloso nas práticas religiosas, fiel às doutrinas dos fariseus, membro atuante do Sinédrio, viu que a religiosidade era apenas uma casca; uma pele fina que muito facilmente se desfaria; que não suportaria grandes tensões. Ao mergulhar no universo único de Jesus Cristo, Paulo compreendeu muito bem este fato quando escreveu: "Para que Cristo habite pela fé nos vossos corações; a fim de, estando arraigados e fundados em amor, Poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, E conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus. Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera". (Efésios 3:17-20).

O bem que socialmente é feito tráz benefícios, é verdade, mas não tráz felicidade. Se é isto que buscamos, então a felicidade só se encontra em Deus, porque Deus é Amor: "Amados, amemo-nos uns aos outros porque o amor é de Deus; e qualquer um que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor." (I João 4: 7,8).

Felicidade é fazer o outro feliz; é incluí-lo na sua própria história. Felicidade é não conformar-se com este século; é dar significados às pequenas coisas; é não contentar-se de contente; é andar a segunda milha; é não achar que foi tempo perdido; felicidade é a vida em movimento; é o mover do Espírito sobre a face das águas.

O segredo da felicidade está na motivação, isto é, no princípio ativo gerador deste estado da alma: o amor. Por isso, por mais que façamos nada terá valido a pena se a alma for pequena e vazia de amor. De acordo com os princípios de Deus, o apóstolo Paulo vaticinou: “SE EU TIVESSE o dom de falar em outras línguas sem tê-las aprendido, se pudesse falar em qualquer idioma que há em toda a terra e no céu, e no entanto, não amasse os outros, eu estaria só fazendo barulho. Se eu tivesse o dom de profetizar, e conhecesse tudo sobre o que vai acontecer no futuro, soubesse tudo sobre todas as coisas, e contudo não amasse os outros, que bem faria isso? Mesmo que eu tivesse o dom da fé, a ponto de poder falar a uma montanha e fazê-la sair do lugar, ainda assim eu não valeria absolutamente nada sem amor. Se eu desse aos pobres tudo quanto tenho e fosse queimado vivo por pregar o Evangelho, e contudo não amasse os outros, isso não teria valor algum. O amor é muito paciente e bondoso, nunca é invejoso ou ciumento, nunca é presunçoso nem orgulhoso, nunca é arrogante, nem egoísta, nem tampouco rude. O amor não exige que se faça o que ele quer. Não é irritadiço, nem melindroso. Não guarda o rancor e dificilmente notará o mal que outros lhe fazem. Nunca está satisfeito com a injustiça, mas se alegra, quando a verdade triunfa. Se você amar alguém, será real para com ele, custe o que custar. Sempre acreditará nele, sempre esperará o melhor dele, e sempre se manterá em sua defesa I Coríntios 13.1-6. Sinceramente, se não tiver amor...