domingo, 14 de fevereiro de 2010

SEGURA NA MÃO DE DEUS E VAI...


A grande maioria de nós se agarra tanto à zona de conforto pessoal que não admite nem de longe pensar numa mudança radical de vida, possibilitando novos sonhos em meio a grandes desafios. Por isso mesmo nunca experimenta o novo, ainda que a gente saiba que, inevitavelmente, “o novo sempre vem”, como diria Belchior. A fé ensinada na Bíblia não é a previsibilidade dos acontecimentos; ao contrário, é a certeza de que o imprevisto acontecerá porque aguardamos o melhor pela confiança em Deus. Nem sempre o melhor é o mais agradável. Por exemplo: se algum mal que abate uma parte do nosso corpo vai virar gangrena, mutilando-a haveremos de salvar todo o resto; portanto, perder uma parte é desagradável, mas é o melhor! Na vida diária também lidamos com a necessidade de mutilações... Às vezes somos instigados às mudanças dolorosas e fitamos apenas a dor da causa e nos esquecemos de que as conseqüências dela podem nos elevar e nos tornar mais fortes! Toda ponte tem dois lados. Quando tomamos a decisão de caminhar pela ponte é porque, no mínimo, acreditamos que somos capazes de chegar até a outra margem. Se não for essa a motivação poderemos nos surpreender na chegada: lá pode estar um rio ou um abismo, e o enfrentamento dele dependerá da nossa motivação. Há uma sabedoria popular que diz: “Quando não sabemos para onde estamos indo, qualquer caminho vai dar em lugar nenhum!”. As nossas decisões precisam estar baseadas na coragem e na ousadia de experimentar o novo. O sal só terá significado verdadeiro até que provemos o doce. Nos momentos em que as nossas forças não conseguem nos levar a decisões sérias, porém necessárias, essa é a hora de dizer para si mesmo: “Segura na mão de Deus e vai!”. Quando seguramos a mão de Deus estamos optando por deixá-lo guiar os nossos passos vacilantes; clarear os nossos olhos embaçados; erguer as nossas mãos cansadas; e mais, que Ele nos leve a um lugar firme e seguro. Por isso, haja o que houver, aconteça o que acontecer; se há uma necessidade de mudança radical em sua vida e você não encontra forças para realizá-la, faça isso: “Segura na mão de Deus e vai!”. Essa é uma atitude inteligente e corajosa!

Pr. Raul Marques

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

ÁGUA VIVA


Pr. Raul Marques

“Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva”
João 7.38
“Portanto cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para edificação”.
Romanos 15:2


Ouvi recentemente algumas palestras proferidas por Nicky Gumbel e fiquei profundamente impactado com a sua didática, mansidão, encantamento e convicção pelas coisas do Reino de Deus. Jamais ouvi alguém falar com tanta fluência e doçura sobre Jesus Cristo e os seus ensinamentos. Enquanto lhe ouvia fiquei pensando sobre o porquê das multidões ficarem tão admiradas ao ouvirem os sermões de Jesus: Ele era apaixonado pelo que fazia. Nas palestras de Gumbel ouvi muitas ilustrações envolventes e reais. Muitas delas extraídas de suas experiências pessoais como homem, cidadão, esposo e cristão. Fiquei maravilhado!
Nesse mesmo tempo li mais um dos muitos artigos enriquecedores do Pr. Ricardo Gondim, além dos livros “Água e Luz” do Pr. Ildimar Nunes e “O que Jesus quis dizer” de Garry Wills. Tudo isso me fez acreditar que nós podemos ser muito semelhantes ao mar, se o quisermos: basta que estejamos receptivos às muitas águas que possam vir nos renovar, e estaremos sempre cheios! Aliás, Jesus Cristo nos ensinou sobre isso: “Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva”. Portanto, a fé nos leva a aprender de Jesus, viver por Jesus e falar sobre Jesus com maestria, com paixão e, sobretudo com amor!

RENOVAÇÃO


Pr. Raul Marques

“Não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento." Romanos 12: 2

Ao afirmar que “é necessário nascer de novo” o Senhor Jesus está falando sobre renovação, mudança, transformação. A conversa travada entre Jesus Cristo e Nicodemos há tanto anos, é-nos indispensável para que entendamos hoje a necessidade que todos temos de MUDAR de vida. Mudar é uma necessidade humana. Às vezes carecemos de mudanças radicais, e o primeiro passo nessa direção é: 1) Não estar conformado com as situações presentes, isto é, não concluir que o estado das coisas presentes é parte de um processo do qual jamais se poderá sair; 2) Desejar que haja uma transformação, sabendo que somos um componente indispensável nesse processo através da nossa vontade, isto é, nada vai ocorrer de novo em nossa vida se não imprimirmos atitudes novas, aspirando novas experiências; 3) Ter convicção de que é preciso renovar – nada acontece por acaso, e todas as coisas ocorrem e cooperam juntas para o bem daqueles que amam a Deus. Crendo nisso, devemos partir para o exercício desta finalidade, certos de que este passo já é a materialização da mudança desejada.
A Palavra de Deus nos encoraja afirmando que, pela fé em Jesus Cristo, todas as coisas se fazem novas, isto é, mudam de situação. Assim sendo, o que nos resta temer? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Vamos lá, é hora de agir. É hora de mudar. É tempo de RENOVAÇÃO! As coisas não mudam porque o mundo muda; tudo muda quando eu MUDAR!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

VENDAVAIS...


Pr. Raul Marques
Vendavais são perturbações marcantes no estado normal da atmosfera. Deslocamento violento de uma massa de ar, de uma área de alta pressão para outra de baixa pressão. Os vendavais, também chamados de ventos muito duros, correspondem ao número 10 na escala de Beaufort, compreendendo ventos cujas velocidades variam entre 88,0 a 102,0 km/h. Os ventos com velocidades maiores recebem denominações específicas: 103,0 a 119,0 km/h ciclone extratropical; acima de 120,0 km/h ciclone tropical, furacão ou tufão. O vendaval é fenômeno físico da natureza. Não obstante, existem também os vendavais existenciais, e esses são próprios da natureza humana. Como aqueles, estes também são perturbações marcantes no estado normal dos indivíduos. São violentos deslocamentos de forças da insensatez direcionados contra a racionalidade, visando a perturbação e a inquietação da alma. Os vendavais existenciais também são organizados em escala de gravidade, e a sua velocidade suprema é a força motivadora das angústias que levam ao suicídio. É o ápice do desvario e da loucura. É um ato de suprema possessão do mal. Os vendavais existenciais podem ter início em pequenos insucessos; em detalhes de ciúmes não percebidos; na inveja; na covardia; na traição; na frustração; nos sonhos irrealizados; enfim, no acolhimento do lixo do pecado se avolumando em pequenos cestos... Os vendavais existenciais sacodem as nossas vidas, revolvem os nossos sentimentos, desorganizam pensamentos, apagam as nossas aspirações e minam as nossas esperanças. Os ventos tempestuosos são forças contrárias que planejam nos arremessar contra as rochas em meio a um mar bravio. Eles sempre ocorrem quando o tempo se fecha completamente absorvido pelas trevas. É aí que reside a nossa extrema necessidade da companhia de Jesus. Aquele que conhece plenamente o poder destruidor das tempestades, é o único que pode sempre nos socorrer na hora da angústia. No mar da vida nunca poderemos prescindir da presença de Jesus no barco da nossa existência. É bastante lembrarmos a passagem de Lucas 8.22-25, onde encontramos o questionamento dos discípulos de Jesus: “Quem é este que até aos ventos e às ondas repreende, e lhe obedecem?”. Se as forças da natureza se rendem à voz de Jesus Cristo, porque é tão difícil à natureza humana quedar-se diante dele em meio às tempestades existenciais? Creio que o melhor da vida só nos ocorrerá quando tomarmos a decisão de “passar para a outra margem” no mesmo barco em que Jesus está: o barco da Salvação. Não há vendaval que resista ao poder de Deus. Que o Senhor tenha misericórdia de todos nós!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

LAMENTO INSPIRADO EM JESUS


Pr. Raul Marques


No Evangelho de Mateus 23.37, Jesus faz um lamento sobre Jerusalém que deixa evidentes os seus anseios e o seu amor não correspondido por aquela gente. Ele lamenta ter tanto para dar e não poder oferecer em virtude da dureza do coração do povo. A dureza era tão grande que levou Jesus a fazer uma acusação dolorosa: "Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados!". Infelizmente esta é uma realidade presente na Terra Santa e enraizada nas igrejas cristãs pelo mundo afora... Recentemente recebi um valioso presente de um amigo-irmão: um livro. Eu amo os meus amigos e amo os meus livros; ambos me ensinam com aquilo que trazem dentro de si. O conteúdo do livro-presente é magnífico! Não podia ter vindo em momento mais oportuno... Estou lendo com paciência e com muita avidez.Pois bem, Jesus e o presente me levaram a fazer igualmente um lamento: Por que sofremos pelas causas erradas? Por que sofremos pelas pessoas erradas? Mas, afinal, vale a pena lamentar os dias passados se eles fatalmente não voltam jamais? Por que então não recomeçar a partir da perspectiva de que os dias que se seguem serão os últimos da minha curtíssima vida? Lamento que deixei de abraçar a muitos, porque outros me impediram com os seus azedumes. Lamento que deixei de visitar a tantos, porque alguns poucos me impediam com os seus julgamentos. Lamento não ter chorado junto com alguns que necessitavam, porque outros que eram sarcásticos riam falsamente. Lamento não ter falado do amor de Jesus para pessoas tão sinceras e carentes, preferindo perder tempo com aquelas que só o conheciam literariamente. Lamento não ter dedicado mais tempo a oração, porque muitos me roubaram tempo com conversas vazias e infundadas. Lamento não ter gasto mais tempo com a família, porque muitos me trancaram no quarto da ambição e vaidade pessoais deles. Lamento não ter lido mais livros, preocupado com gente sem propósitos para viver. Tudo isso eu lamento profundamente, mas não posso me esquecer de que "as misericórdias do Senhor se renovam cada manhã", e assim sendo, ainda tenho tempo para recuperar o tempo perdido vivenciando o presente de maneira intensa e significativa. Aos que me obstacularam a vida, impedindo que fossem realizados planos altruístas e cheios de repercussão, só posso dizer-lhes aquilo mesmo que Jesus expressou ao povo de Jerusalém: "quantas vezes eu quis ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quizeste!". Que Deus tenha misericórdia de todos nós!